Cruzeiro x torcidas (des)organizadas

O que rola no meu WMP: Essa noite não – Lobão

Tentei não tocar no assunto, mas não tem jeito. A atitude do Kléber ontem após a vitória contra o Barueri reflete o que eu sempre disse: torcida organizada atrapalha o ambiente do futebol. E a maldita imprensa mineira ajuda a atrapalhar o clima.

Depois de um polêmico final de semana em SP, onde o gladiador azul participou de um churrasco e uma pelada na quadra de uma torcida organizada da Palmeiras, Kléber foi visitado por alguns membros de uma “organizada” do Cruzeiro durante a semana que antecedeu o jogo contra o Palmeiras na quarta-feira passada.

Penso que Kléber faz o que quiser da vida, é um cidadão comum, tem seu contrato com o Cruzeiro pra cumprir e viaja pra onde quiser, com quem quiser e a hora que quiser. Se jogou uma pelada, problema dele: segundo o próprio médico do Cruzeiro, ele já estava liberado. Ou seja, ainda não achei justificativa para acusar Kléber.

O problema foi que o Cruzeiro perdeu o jogo contra o Palmeiras – não vou comentar sobre a arbitragem – e quando Kléber foi substituído, a mesma facção que o visitou durante a semana, vaiou-o. O que ele fez? Acenou para a torcida do Palmeiras.

Eu no lugar dele tinha feito a mesma coisa. Voltando de contusão,  num jogo difícil, ele estava muito bem marcado, manda uma bola na trave e ainda tem que ouvir desaforo de um bando de desocupados?

Desocupados? Sim. O que você, que lê meu post agora, estava fazendo dia 22 na parte da manhã? Trabalhando? Estudando? Eu estava trabalhando. Muito me surpreende uma pessoa levantar de manhã cedo para parar na Toca da Raposa II e “protestar” porque “o jogador foi em festa de torcida rival“. Ou seja, o problema não foi a visita do Kléber ou ele ter jogado a pelada, mas foi visitar a “torcida inimiga, que é aliada da outra torcida inimiga.”

No jogo contra o Atlético Paranaense, eu achei que ia apanhar pois estava, como dizem, no lado do “povão”. Em um certo momento do jogo,  a organizada do Cruzeiro veio pro lado onde eu estava e foi uma correria. Não aconteceu nada mais grave do que um corre-corre, mas vi muitos pais levando embora suas crianças chorosas, pois elas estavam assustadas.

No outro jogo, contra o São Paulo, a organizada cantava “arê ê ê, mexeu com a Máfia Azul tem que se f.”

Odeio torcida organizadas. Torcem mais pra torcida, gostam de exaltar os feitos históricos da sua torcida – como “botar pra correr a torcida x” ou “apedrejamos o onibus da torcida y” que contar os feitos históricos do próprio time. Pergunte para um integrante se ele sabe quem marcou o gol do título da primeira Libertadores, ou a escalação do time campeão Brasileiro de 2003. Ajude , falando que o Alex não jogou…

Pelo fim das torcidas organizadas, me despeço aqui, desejando dias melhores para o Kléber e para meu time.

Torcida organizada não merece Alt33

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Ninguém sabe o duro que dei

O que toca no meu WMP: Coqueiro Verde – Trio Mocotó

Um dia eu estava arrumando meu quarto quando uma música do Wilson Simonal tocou no meu micro. Era País Tropical, a melhor versão já gravada na minha opinião. E olha que sou chato pra caramba com música e gosto pra valer do Jorge Ben. Me surgiu a curiosidade de pesquisar sobre Wilson Simonal e me deparei com muita coisa, inclusive um texto muito bom do Mário Prata sobre ele.

Simonal era um negro alto com um vozeirão, apresentava um programa nas tardes de sábado, o show em Si…monal (quando passava coisa que prestava nas tardes de sábado. Domingo eu nem vou comentar…) e era um promissor artista da nossa MPB. Ele, junto com Carlos Imperial, criou o estilo musical chamado pilantragem, uma mistura de rock e soul dos EUA com samba, muito parecido com o nosso samba rock atual. Tem um vídeo no youtube em que ele põe a platéia pra cantar Meu limão, meu limoeiro. A letra não é lá grandes coisas, mas a melodia da música e o carisma desse cara  fazem qualquer um acompanhar a música.

Mas o que quase ninguém sabe é que Simonal foi um cara injustiçado pela ditadura. Seu contador  deu um prejuízo enorme  e Simonal mandou dar uma surra no cara. E quem deu a surra foram dois policiais que pegavam um bico pra ganhar uma grana a mais. Claro que não justifica a atitude de Simonal, mas ele deu o azar dos policiais trabalharem na época para o famigerado DOPS. A equação formulada sem muita dificuldade:

artista negro+policiais do DOPS+contador safado=fudeu, Simonal…

A mulher do contador espalhou que Simonal era informante do DOPS e a casa caiu. Sua carreira que era meteórica e estava no auge, foi caindo até que ele  caiu no esquecimento e como dizem os antigos, morreu de desgosto. Segundo sua mulher, ele mesmo afirmou mais tarde Eu não existo na história da música brasileira.

O casseta Claudio Manoel fez um documentário sobre a vida de Simonal, Ninguém sabe o duro que dei. Nesse documentário, que eu ainda não assisti por falta de tempo, alguns artistas contam que a acusação feita a Simonal não procedia (Incluímos ái Nelson Motta e Chico Anysio). Foi  mais bode expiatório da ditadura. Verdade? Não sei, não era nascido na época. Mas há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia…

Wilson Simonal, alt 33 cinco vezes.


Os Improváveis

Espetáculos provavelmente bons fora da capital paulista.

Belo Horizonte (MG) [ESGOTADO!]

Data: 25, 26 e 27 de setembro
Horário:
Sexta e sábado, 20h e 22h| Domingo, 19h e 21h
Ingresso: R$50,00
Duração:
Provavelmente 60 min.
Classificação:
14 anos
Convidados:
Bruno Motta e Marcio Ballas!
Local:
Teatro Sesiminas
Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênica
Info: (31) 3241-7176 / (31) 3241-7181 / (31) 3889-2003

Inicio das vendas: 25/08

Algo me diz que eu tenho grandes chances de postar sobre a apresentação…

BH Music Station 2009

Meu WMP toca “Baixo Rio”, Ed Motta

Esperei por um show do Lenine por mais de seis anos. Gosto muito do jeito que ele toca o violão, os arranjos, as letras… Realmente, é um artista completo da nossa música.

Por três ou quatro vezes que ele apareceu por aqui, eu não pude ir por motivos óbvios: grana. Show caro, sem chance de ir.

Eis que somos presenteados com a presença do Mestre no BH Music Station desse ano a um preço acessível. Ainda teve Cordel do Fogo Encantado na mesma noite e garanto que quem não foi, perdeu…

Anglo 018

E a ema gemeu...

Melhor que o show do Lenine foram as  minhas companhias. Vital, Flávia, Dani, Marcela, Allan e Rogério.

Casal mais rock and roll que eu conheço!

Casal mais rock and roll que eu conheço!

Rogério, Marcela, eu, Dani e Allan

Rogério, Marcela, eu, Dani e Allan

Ainda temos mais dois finais de semana para shows… Quem sabe não teremos mais posts por aqui?

BH MUSIC STATION? ALT 33 tendendo ao infinito!!!!!!

Dedicado ao Mestre e aos meus grandes amigos

Sofrimento de universiotário

Ouvindo no meu WMP:  Universo em Desencanto – Tim Maia

Programa da última tarde de domingo: estudar para três provas, uma na segunda e duas na terça. Como na segunda nao houve aula por causa do pé d’água que caiu, fiquei no skype com dois colegas de classe estudando para uma das provas de terça. De nove as onze, foram respostas de um questionário enorme sobre “boas práticas de desenvolvimento de software”. Depois, fiz 10 diagramas de entidade relacionamento para entregar, como este da foto abaixo

foto8

Quando fui deitar, já eram 3:30 da manhã e minha cama estava molhada por que fiz o favor de deixar a janela aberta. Quando choveu de tarde, minha cama ficou ensopada. Tive que cochilar no chão mesmo.

A primeira prova, de Análise de Sistemas II, foi muito tranquila. A prova de Banco de dados é que foi angú de caroço. Não quero ficar lembrando disso não, vamos para a reflexão do dia.

Levantar cedo, chegar numa universidade depois de um dia desgastante de serviço e ainda tentar assistir aula acordado é tarefa árdua. Conviver com seres desprovidos de inteligencia – os quais, ao longo da graduação se dão melhor que você nas matérias – cansaço, lanche caro, uma mensalidade cara e ainda ter que chegar em casa e  estudar ou fazer trabalho faz parte do pacote feito pra quem quer ter um lugar ao sol. Garantia de bom salário? Carreira de sucesso? Mulheres, carros, viagens? Pasmem, isso não está ligado a graduação! Isso está mais ligado a você.

Ser um profissional de sucesso depende mais da sua inteligencia emocional, capacidade de tomada de decisão, trabalho em equipe e accountability (meu chefe adora essa palavra…).

Explicando para Silvana

Accountability é a capacidade do profissional de sempre agregar valor para a empresa, trabalhando em prol da mesma. Muita atenção: não confundir com workaholic, o profissional que é viciado em trabalho

Meu sofrimento está chegando ao fim. Já vejo uma luz no fim do túnel…

A volta do que nao foi

O que toca no meu WMP: Miss you, Rolling Stones

Por que parei de postar? Eu gosto muito  de escrever – ainda que seja besteira.

Lord Vital me cobrou  seriamente. Se eu antes de ter internet banda larga em casa eu vivia choramingando por não conseguir manter um blog, por que cargas dágua agora eu não posso continuar?

Devido a mudanças radicais na minha vida profissional, dei uma parada e pra ser sincero, nem me lembrava que tinha blog. Cacete de agulha!

Este post marca a minha volta, oito meses depois. De um lugar que eu nunca deveria ter saído.

Post Scritptum: Um comentário infeliz num dos meus posts, de uma torcedora do time rival:

“Ai, não vai pra Dubai, não vai pra Dubai”

Vejo muitos torcedores cantando isso, mas fico impressionado com a falta de informação em uma era como a nossa.

O mundial interclubes vai ser disputado em Abu Dhabi, e não em Dubai. Ou seja, nem o Estudiantes vai pra Dubai. Legal, né?

Bi-campeão da América? NUNCA SERÃO!!!

Sete Vidas

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Ontem fui ao cinema para assistir Sete Vidas, com Will Smith. Quando li a sinopse, fiquei interessado pelo filme. Assisti no Cineplex do BH Shopping, apesar de gostar muito do cinema do pátio Savassi. A grande barreira entre esses dois é o preço, mas de qualquer forma indico os dois. Bom, vamos falar do filme, né?

Um início um pouco confuso, uma grande interpretação de Smith e os últimos vinte minutos que são mais interessantes. Chegou a dar sono em algumas partes, pois a história ficou arrastada. E um final surpreendente! Smith faz o papel de Ben, um cara que gosta de ajudar as pessoas sem esperar nada em troca. A mensagem do filme é excelente mas fica um pouco a desejar pelo desenrolar da história.

Um bom filme,nada mais, indico para assistir. Minha cotação? Três vezes ALT33